“Este espetáculo, tal como a obra de Despentes, tem a forma de um manifesto de teor feminista: uma atriz encontra-se no palco para falar das mulheres que não aceitam os papeis de vítimas. Falar de muitas mulheres: a puta, a imigrante, a feia, a que gosta de beber, a que não sabe manter as aparências, a dona de casa, a competitiva, a ousada, a que tem medo. E falar das mulheres que não pedem desculpa por serem livres.
“Falo da terra das feias, para as feias, as velhas, as machonas, as frígidas, as malfodidas, as infodíveis, as histéricas, as taradas, todas as excluídas do grande mercado das gajas boas. E começo por aqui para que as coisas sejam claras: não peço desculpa de nada, não me venho lamentar.”
A atriz em cena expõe a perspetiva de Virginie Despentes que articula o seu feminismo punk com questões fraturantes, como por exemplo, a prostituição; a masculinidade, a feminilidade.
Ao mesmo tempo desafia-nos a pensar numa mulher que não deseja corresponder aos desejos do masculino. Teoria King Kong é a metáfora que dinamita os padrões estabelecidos, especialmente os que são referentes ao género.”
Reservas: https://municipiomontemoronovo.bol.pt/
Criação: Companhia de Teatro de Sintra
A partir da obra de: Virginie Despentes
Tradução: Luís Leitão
Encenação e Adaptação: Paula Pedregal
Interpretação: Rita Loureiro
Cenografia e Figurinos: Luís Santos
Desenho de Luz: Catarina Côdea
Música Original e Videografia: Abel Arez
Produção: Chão de Oliva
Direção de Produção: Nuno Correia Pinto
Produção Executiva: Nisa Eliziário
Secretaria de Direção e Produção: Cristina Costa
Execução e montagem cenográfica: Luiz Quaresma
Costureira: Rosário Balbi
Operação técnica de luz e som: Ton Bonassa
Direção de comunicação: Susana C. Gaspar
Assistência geral: Gonçalo Pereira
Assessoria de imprensa: The Square
Fotografia do cartaz: Vitorino Coragem
Direção Artística do Chão de Oliva: Nuno Correia Pinto, Paula Pedregal e Susana C. Gaspar