“Forever Young”, Jovens para sempre, é apenas o nome de uma canção.
Na verdade ninguém escapa ao envelhecimento, exceto os que têm a pouca sorte de encontrar a sua “hora certa” numa fase precoce da sua vida.
Envelhecer é natural e inevitável, tal como a degradação física e muitas vezes psicológica que acompanha o processo e, a pouco e pouco, vai comprometendo a nossa tão prezada autonomia e liberdade.
Que o digam os idosos, internados em lares ou não, cujos olhares parados nos dizem em silêncio, que já não sonham, apenas têm memórias.
Quebrar o silêncio sobre a condição das pessoas idosas e apelar a uma reflexão coletiva é o objetivo deste projeto, realizado em equipe, após muita conversa, troca de ideias e partilha de experiências, algumas vividas na primeira pessoa.
Simone de Beauvoir, no seu livro “A Velhice” escreveu: “Cada ruga que tem no rosto, mostra uma vida cheia de trabalho, alegria, sofrimento, luta, filhos criados, netos, bisnetos, muitas lágrimas engolidas, muitas gargalhadas, muita paciência, muita tenacidade, muito prazer, muito orgulho, muitos desgostos, muito arrependimento. Ser apenas alvo de algum carinho e cuidado é pouco compensador, atendendo a tanta experiência e conhecimento acumulado.”
E nós, gostaríamos de acrescentar: porém, “O Paraíso não existe”.
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