Descobrir Aquilino Ribeiro foi como entrar num sonho acordado, onde as palavras abrem um espaço de significados que se respondem uma às outras como dentro de um labirinto de espelhos e vidros transparentes. Refletem ou deixam-se atravessar por temporalidades distantes e familiares ao mesmo tempo.
De literário a sociólogo, a filósofo, de etólogo a romancista, essas sensações provocadas pela leitura de Aldeia -Terra Gente e Bichos, foram o ponto de partida para criar SEDE, confirmando essa intuição de pesquisa nas palavras do mestre:“Porque há de ter menos realidade o mundo fingido ou sonhado do que qualquer outro?”.
É esse mundo fingido, sonhado, que criámos. Uma fábula feita dessas sensações. Num espaço rasgado por vestígios de árvores e sombras do que já foi, duas mulheres chegam para fazerem desse espaço o seu lugar terra. Árvores mortas, a terra seca, infértil, é aqui que o desafio para encontrar água começa.
Servindo-nos de uma linguagem teatral, onírica e principalmente visual, sustentada num discurso sensorial, SEDE, entende-se como uma performance teatral que convida os espectadores a viajarem a um universo alternativo, a um lugar de mistério.
Reservas: www.municipiomontemoronovo.bol.pt
Produção: ASTA –Teatro e Outras Artes
Criação e Direção: Patrick Murys
Interpretação: Bárbara Soares e Carmo Teixeira
Texto: A partir de Aldeia: Terra, Gente e Bichos de Aquilino Ribeiro
Apoio à Criação: Ana Vargas
Desenho de Luz e Som, Cenografia: Pedro fonseca/colectivo, ac
Espaço Cénico: Patrick Murys, Pedro fonseca/colectivo, ac
Guarda-Roupa: ASTA
Costureira: São Bizarro
Cartaz: Sérgio Novo
Fotografia e Vídeo: Rui Espinho
Direção de Produção: Rui Pires
Comunicação: Helena Ribeiro